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A Odontologia restauradora está presente diariamente nas clínicas odontológicas mundo afora. Procedimentos restauradores como restaurações diretas, cimentação de coroas, blocos, pontes e pinos, são procedimentos clínicos diretamente ligados aos materiais resinosos a base de BisGMA. Seja através dos vários tipos de resinas compostas ou de cimentos resinosos presentes no mercado. Um dos grandes desafios nas restaurações diretas em resina composta é o controle da contração de polimerização. Esse fenômeno consiste no encolhimento da resina durante a fotoativação, podendo causar falhas e insucessos em procedimentos restauradores adesivos, tais como fendas e descoloração nas margens, sensibilidade pós operatória, além da perda da adesão ao substrato dental (Reis, Marson; 2019). Para diminuir a contração de polimerização, a técnica preconizada pela literatura é a de inserção de incrementos com no máximo 2 mm de espessura ao longo da cavidade, com uma adequada fotoplimerização. Porém, esta técnica demanda um maior tempo clínico do operador, além da possibilidade de gerar bolhas de ar no interior desses incrementos, gerando um maior risco de falhas (Reis, Marson; 2019). Para um melhor desempenho e agilidade dos procedimentos restauradores em cavidades mais profundas, surgiram as resinas Bulk Fill. Este tipo de resina possui uma menor contração em relação as resinas convencionais, permitindo a fotopolimerização de incrementos com até 4 mm de espessura, graças a modificações em sua translucidez, na sua matriz orgânica e no surgimento de diferentes fotoiniciadores (Reis, Marson; 2019).

As resinas Bulk Fill regulares, de alta viscosidade, proporcionam a execução de restaurações profundas em dentes posteriores, com um ótimo desempenho em um menor tempo clínico. Isso, graças a sua capacidade de ser esculpida e a sua alta resistência ao desgaste, uma vez que apresentam uma maior quantidade de carga em sua composição. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de substituição de restauração de amálgama em uma cavidade classe II no dente 37.

Paciente de 60 anos, sexo feminino, procurou atendimento em clínica odontológica particular com a queira estética da restauração de amálgama classe II (MO) no dente 37, o qual possuía há mais de 30 anos (figura 1). Radiograficamente o dente encontrava-se em boas condições e com vitalidade, confirmada clinicamente. O tratamento proposto foi o de troca da restauração por uma de resina composta. Devido ao tamanho da cavidade e a localização do dente na arcada, a resina selecionada foi a Aura Bulk Fill da SDI. A remoção da restauração de amálgama foi feita com a broca de alta rotação esférica número 1014 e em seguida foi passada broca esférica de baixa rotação número 4 para remoção de dentina esclerótica. Na sequência foi realizado o isolamento absoluto e a colocação de fita matriz metálica com cunha de madeira no dente vizinho para garantir o correto contorno da restauração (figura 2). Foi realizado então o condicionamento de esmalte e dentina com ácido fosfórico a 37% por 30 segundos em esmalte e 15 segundos na dentina, seguido de lavagem com água e secagem com bolinhas de algodão (figura 3). O sistema adesivo selecionado foi o Zipbond (SDI), que foi aplicado por 30 segundos em dentina e esmalte com microaplicador (figura 4). Em seguida foi aplicado leve jato de ar para remoção do excesso de solvente e fotopolimerização por 20 segundos. Foram necessários apenas alguns poucos incrementos da resina Aura Bulkfill, já que este material permite incrementos de até 4 mm de espessura, com um alto grau de polimerização. Após a finalização da anatomia da restauração (figura 5) foi feita uma fotopolimerização final com gel hidrossolúvel bloqueador de oxigênio para uma correta polimerização da última camada, prevenindo o manchamento marginal (figura 6). Em seguida foi realizado o ajuste da oclusão em máxima intercuspidação (figura 7) com brocas diamantadas e o acabamento e polimento com brocas multilaminadas e borrachas abrasivas (figura 8) .

As resinas Bulk Fill são uma excelente opção para restaurações diretas em cavidades profundas devido ao seu alto grau de polimerização em incrementos de até 4 mm e sua ótima resistência ao desgaste, requisito este muito desejado para este tipo de tratamento em dentes posteriores.

Eduardo Pedrini
Artur Crispim

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